#clandestina65

Branca, 26 anos, São Paulo (SP)

Quando eu engravidei do meu primeiro filho claramente não queria assumir aquela gravidez naquele momento. Eu e meu namorado na época estávamos juntos há nem 1 ano. Ele não trabalhava e eu ganhava uma miséria como recém formada.
Minha prima já havia passado por um procedimento, mas ela mal lembrava onde era, apenas o bairro. Fomos para aqueles lados algumas vezes, entramos até em consultórios errados, mas não encontramos. Foi aí que ela lembrou que conseguiu o contato em uma ong que defendia os direitos da mulher. Continue lendo #clandestina65

#clandestina64

17 anos, parda, Garanhuns (PE)

Aos 17 anos levava uma vida legal, saia, curtia a vida, namorava, etc. Tudo o que uma garota normal faria, me envolvi naquele ano com 3 caras diferentes, tomava pílula, mas creio que por conta da constante ingestão de álcool, deve ter falhado.
Em junho de 2003, minha menstruação atrasou, tomei chás, fiz lavagens vaginais e nada, decidi inicialmente ter aquela criança, o pai ficou do meu lado, queria também, não morávamos juntos, eu vivia na casa da minha mãe. Continue lendo #clandestina64

#clandestina63

24 anos, branca, São Paulo (SP)

Tinha 24 anos quando engravidei. Apesar de ter um trabalho estável, com uma boa renda, o fato de poder transformar minha vida da noite para o dia, sem nenhum planejamento me assustava muito. Somado a isso, à época, a questão de saber se gostaria de ter um vínculo pelo resto da vida com o pai do meu filho e sua família (porque sim, ele topava assumir, mas não sabia se o queria para sempre junto, como pai de meu possível filho ou filha) também me amedrontava. A possibilidade de ser mãe solteira me aterrorizava. Continue lendo #clandestina63

#clandestina62

22 anos, parda, São Paulo (SP)

Venho de uma família simples, de classe baixa de São Paulo. Namoro há 9 meses, estamos noivos há 2. Ele tem 29 e uma criança de outro relacionamento. Eu nunca quis ter filhos, e mesmo decidida nisso, imaginei que um dia ficaria grávida. Só não esperava por isso agora. Desde o inicio do nosso namoro eu usei anticoncepcional, nunca esqueci e tomava sempre na hora certa.

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#clandestina61

18 anos, negra, Rio de Janeiro (RJ)

Com 18 anos de idade eu fiz um aborto. Eu namorava desde os 16 anos, e desde então eu era sexualmente ativa. Por conta de alguns problemas de saúde que eu tenho desde que nasci, a minha médica me receitou um anticoncepcional bem caro, logo, como nem eu e nem meu ex namorado trabalhávamos, tinha mês que não rolava de comprar o anticoncepcional, era só camisinha mesmo. Nunca tive qualquer tipo de abertura pra conversar sobre sexo com meus pais, eles certamente achavam que eu ainda era virgem, o que tornou todo processo ainda mais complicado. Continue lendo #clandestina61

#clandestina60

Sou mãe de duas meninas, uma delas tinha apenas 1 ano e 3 meses quando engravidei. A ideia de ter outro filho dependendo tanto de mim, mamando, acordando à noite, me chamando, me apavorou muito, eu tinha vontade de morrer. A gravidez e o puerpério são momentos em que a vida da mulher fica suspensa, como numa bolha sobrevoando a realidade, é preciso querer muito e talvez ter esquecido dessa sensação. A sensação de suspensão ainda é muito viva em mim, mesmo com um bebê de 1 ano e 6 meses e eu não queria passar por nada daquilo de novo. Continue lendo #clandestina60